4 de out. de 2025

 Querida Anne...

Se a minha psicóloga soubesse o que e conviver com minha família não me julgaria por ter ciúmes do meu filho, ciúmes da minha vida. Eu não tenho nada, e quanto mais nada eu tenho mais querem de mim. Minha mãe vive de agrado, o tempo todo, meu pai também, sinto que querem me por numa cama pressa a uma vida que não é minha.  É triste viver de acordo com o humor das pessoas, mais triste ainda ter que ficar escolhendo o tempo todo a quem vc ama, como uma eterna competição. Não posso falar nada sobre os outros, mas na minha vez só me humilham, parecem que querem que eu viva numa posição de humilhação o tempo todo, e pior que meu filho também. Eu não posso confiar e nunca terei descanso por isso. Minha vida sempre vai ser ter medo pelo meu filho, sei que nunca serao ser lar pra ele.

Não da pra confiar em ninguém.

Eu sou a acusada de todos os meus defeitos e erros, mas as pessoas não podem pagar pelo o que elas fazem, o diabo divide e é exatamente o que ele está fazendo na minha vida.

Como explicar para as pessoas que minha mãe e um doce cmg só  quando convém, que não primeira oportunidades de me chutar ela o faz. Os meus talentos todos querem, mas caminhar cmg ninguém quer, minhas dores ninguém quer.

Hj discutiram por que minha mae começou a ter ciúmes da cidade dela, posse.parei pra prestar atenção na briga pq se ignora acha ruim e o Henrique empolgou tropeçou no freezer do pai e lá vai a mãe cuspir em cima de mim e do Henrique ignorando o fato que tava discutindo sobre posse do nada, discutem por coisa atoa se vc fala acham ruim mas ela por ser mãe pode falar as maiores atrocidades sobre mim sobre meu filho e depôs vem falar de respeito 

25 de jul. de 2025

 Querida Anne...

Sinto que estou sendo perseguida pela minha mãe com suas implicâncias, mas sei que é pior ser perseguida pelo meu pai. 

Deus me ajuda a aguentar até segunda, quero ir pra casa, quero que ela pare de jogar as responsabilidades dela com meu pai pra cima de mim.

Estou com ansiedade por causa deles, sei que vai passar, mas é como se ela visse q tô bem e se incomodasse com isso.

Que Miguel me proteja.

20 de jul. de 2025

 Querida Anne...

Amo meus pais mas viver com eles é complicado, quanto mais você tenta não evolver, mais envolvida a gente está, quanto mais você tenta blindar sua mente, mais mais exposta você fica, odeio ter que ir e conviver com pessoas duvidosas porque eles querem.

Amo minha mãe, mas ela sempre quer alguém pra subistitui-la quando as coisas ficam ruim com meu pai, ela não quer somente que a entenda. No final não vale a pena, pois quando eu pegar as suas dores ela vai me acusar de estar sendo igual meu pai e me rejeitar, é um ciclo, um dos ciclos da minha vida e da minha família.

Eu me blindei, me curei, mas a cura nunca dura muito, Eu os amo massa vezes eles me fazem desistir da vida.

Eu não posso ter uma vida longe deles pra me curar, não posso tentar curar o Henrique deos seus padroes tóxicos, não posso ter escolhas que não sejam as deles. Eu não consigo planejar um futuro sem ser perseguida, odeio viver a vida deles, e odeio que vivam a minha.

O Henrique é minha vida, meu tudo, mas o autismo e meu espinho na carne, porque a brange quem está em volta. 

Nada do que escrevi me define, não define quem eu sou.

3 de jul. de 2025

 Querida Anne...

e a manipulação aconteceu, como exatamente estava esperando. Minha mãe surtou, fez com quem estivesse acontecendo a pior crise entre eles, e novamente volta a conversar com ele e a dizer q ele e bom e tals, invertendo a história e me fazendo sentir a pior pessoa do mundo, eu não aguento mais isso, eu tava bem, passei por um período tão bem e foi só eles brigarem, mas nunca vão admitir isso.

2 de jul. de 2025

 Querida Anne...

eu sempre digo que preciso começar a dizer fatos concretos que acontecem, a verdade é que o medo de algo tão simples como escrever aqui me trava. E se o que eu escrever for trair as pessoas que eu amo porem que me machucam?

Estou depressiva ou espelhando quem está a minha volta? Estou doente física, mental ou espiritual? Ou ambos?

As minhas verdades, são meias verdades. Estou louca ou me fazem de louca? Eu me perdi em mim e o que querem projetar em mim, entre o amor não dado e o amor obrigado. Eu odeio não sentir esperança.

Não dá pra curar quando tem que conviver com quem nos machuca. Não dá mais para ser eu.

Eu odeio os problemas da minha familia, as culpas, as brigas, os ciúmes, odeio sentir o que estou sentindo.

Não há final feliz. Roubaram de mim meu direito de existir em paz.

Odeio o que estão fazendo mas me deixo levar por medo, por solidão, por respeito talvez, ou tudo. Mas sei que no final não vai valer a pena.

Não vai valer a pena.

Estou deixando me controlarem, estou abrindo mão de mim, dos meus sonhos, da minha saude mental, por nada.


1 de jul. de 2025

 Querida Anne...

eu vejo a vida passando, e acontecendo com as pessoas ao redor, odeio crenças que não são minhas, sinto que estou ficando cama vez mais distante de mim mesma, me perdendo por dentro, nas minhas próprias crenças, na minha espiritualidade, nos meus valores, na minha conexão com a vida. Há coisas que não podem ser ditas em voz alta e nem em pensamentos.

23 de jun. de 2025

Manifesto da minha resistência criativa!

Minha mente é meu jardim, secreto. Uma versão botânica de resiliência, tão resistente ao deserto e a escassez, mas um espetáculo quando tudo parece cinza e sem vida, uma explosão de cor, florescendo quando menos esperam, transformando dificuldade em força. Pensamentos profundo que brotam sem medo da aridez da vida, idéias intensas, vividas e memoráveis. Flores que caem e murcham rápido, mas que com lembranças que ficam e deixam marcas. 

Meu jardim é a forma que vejo o mundo, é a realidade se misturando com as raízes do meu inconsciente. Raiz fincada em concreto, flor que explode em epifania, que desabrocha quando menos se espera... um verso a caminho do mercado, ou uma teoria ao ir me deitar. Ninguém entende porque insisto em ser árvore, aqui a vida pulsa.


 "Somos todos galhos esperando a próxima florada — às vezes, a beleza é só questão de tempo (e um pouco de loucura, tipo Van Gogh)."

19 de jun. de 2025

 Querida Anne...

estou passando em uma psicologa, há dias em que quero ser sincera em outros não, há dias que quero urgentemente passar nela,e a outros que não, sinceramente eu queria expor tudo que há dentro de mim, mas algo diz que se eu fizer isso as coisas vão piorar muito, eu não sinto que as coisas estão indo bem, não pra mim, não posso me rebelar, não posso porque sinceramente não sobrou muito. Sigo vivendo.

 Querida Anne...

talvez eu devesse começar a escrever fatos concretos que acontecem em minha vida, sem metáforas, sem poesia, somente a realidade nua e crua. Não se espante já que aqui é o diário das decepções, das lembranças distorcidas, o diário do desabafo, dos dias ruins. Não é que não exista dias bons, eles existem, mas quando eles ocorrem  a euforia é grande, e a sede de viver maior ao ponto de não lembrar de anotar ou registrar, mas eles existem. Não tanto quanto eu gostaria, mas existem, o que não é o caso de hoje.

Talvez não hoje.


12 de jun. de 2025

 Querida Anne...

eu não to bem, sinto que preciso conversar, desabafar, mas não tenho com quem fazer isso sem ter certeza que posso confiar sem que me julguem. Estou sentindo pânico desde a hora que acordei, sentindo que esses dias estou deixando o que é importante passar, estou sentido que não estou dando conta, estou sentindo que não gosto de viver, mas sei que no momento é meu cérebro dizendo que queria que as coisas fossem diferentes. Eu estou com medo de sofrer, medo de fazer os outros sofrerem.

Eu preciso  de colo de mae, mas sinto nao posso confiar.

7 de mai. de 2025

 Querida Anne...

as vezes me sinto fora da casinha, a maioria das vezes me sinto assim, dói porque tenho um timing todo errado.  Na minha cabeça viver é sofrer, eu sofro cada vez que tomo uma decisão, sofro todos os dias ao ir dormir, ao acordar. Sofro por cada decisão que não tomei também, sofro muito por cada palavra dita, cada palavra não dita. sofro pelas pessoas que vêm tão rápido e que vão tão rápido também. Sofro por misturar minhas dores com coisas que não devem ser misturadas. Sofro pelo meu inconsciente, sofro pelo meu conciênte.

Sofro por ser assim tão atrapalhada, por não levar a sério Deus que está sempre me chamando, me escolhendo, e eu insistindo no erro, ah... sofro por errar também.Cada vez que tenho que escolher por algo ou alguém, dói, com toda força de um luto,de uma perda real. Dói absolver a vida dos outros também, dói não viver. Dói ser adiantada em tudo o que faço, ou atrasada.

Uma contradição querida Anne, hoje eu sou isto aqui.

5 de mai. de 2025

 Séries que vi e amei

As 7 vidas de Léah

Minha vida com a familia Walter

O babá



 Querido Anne...

sinto que deixei o medo me dominar, e por me sentir sufocada deixei a ansiedade passar na frente, agora to irritada comigo msm por não conseguir me abrir e me expressar para as pessoas certas. Estou me sentindo sozinha, com medo de abrir a boca e errar. Por conta disto sei que os momentos bons estão passando eu fico aqui no mesmo lugar me sentindo sufocada demais. As conquistas não tem sabor,eu tenho vontade de avançar, de mudar as coisas pra mim, mas vem o medo de prejudicar quem eu amo e me diminui, o medo da solidão, da frustação de não ser nada, de não ter conseguido fazer nada e ter que  caber em lugares de humilhação por medo de tentar algo novo. 

 Mesmo que um dia as coisas estejam favoráveis para mim, eu nunca vou conseguir conquistar nada por medo da exposição, por medo de tentar, mas principalmente pelo medo do abandono. Eu sinto que preciso ter espaço, ter algo só meu, mas tbm sinto que preciso de conforto, estabilidade, acho que ai entra o apego emocional.

 Eu sinto que estou fazendo tudo errado por conta da minha ansiedade, conversando na hora errada, estando nos lugares errado,nas horas erradas. Eunão sei o que eu quero, não sei o que tenho que querer, ou o que tenho que escolher, sinto que preciso do apoio da minha mãe, mas não quero que esteja em todos os lugares.

 Eu não tenho que sentir a dor de ninguém, mas sinto que estou aberta puxando tudo ao meu redor, como uma esponja, e cada vez que isto acontece, eu sinto dor, meu cérebro cria cenários caóticos e eu sinto o luto tomar conta de mim. E sinto que tenho que rejeitar tudo o que amo em nome da sobrevivência,sobrevivência esta que me custa muito, que tem me tirado toda a alegria que me resta, e não me resta muito sabe. Eu não sei o que estou fazendo que não consigo ter coragem pra não absorver e não sofrer. Eu não aguento mais sobreviver

 Tem algumas verdades, que me recuso a dizer ate msm aqui por medo de estar sendo ingrata. Meu pai puxa pra uma direção, minha mãe para outra, e eu sei exatamente onde vai dar.

27 de abr. de 2025

Minha playlist:

Swett home Alabama-Lynyrd Skynyrd

Last Hope-Paramore

Happie-Marshmello ft Bastille

Paradise-Coldplay

Lost-Black Veil Brides

Lego House-Ed Sheeran


 Querida Anne...

escrevo antes que o momento se vá, das memórias se confundirem ou da vontade de escrever passar. Ainda depressiva, mas uma depressiva funcional, afinal o mundo não vai parar porque não estou bem não é mesmo?. Começou com uma dificuldade de aceitar a maternidade atípica, de sair de casa e encarar a realidade essa semana. Muitas vezes ela dói em mim de forma profunda, quando não estou bem o suficiente para erguer um muro bem alto entre o que eu sinto e o que é preciso ser feito, quando não estou bem o suficiente para separar minhas dores, das dores de ser mãe atípica. Elas precisam ficar separadas, pois juntas se tornam um caos, mas as vezes como foi dito, elas não ficam.

Aqui é meu lugar seguro querida Anne, aqui não preciso esconder o que realmente sinto, o que realmente penso,minha família pode tentar compreender a minha maternidade, mas a verdade é que eles nunca saberão como ela afetou meu psicológico de verdade, como o meu corpo age e responde diante das situações. Eles veêm, mas não sentem, afinal o corpo é meu, as memórias são só minhas.  E mesmo que eu falasse e explicasse, a interpretação seria deles, baseado nas vivências deles, no que eles têm de comparativo. 

Eles nunca entenderão como que é ter dores físicas causadas pelas mentais, nunca sentirão o que sinto como mãe diante de toda fala, de todo olhar, diante de toda rejeição, porque o cérebro ferrado que interpreta tudo errado não é o deles. O sorriso sempre foi o meu maior escudo, e como você disse naquele 20 de junho de 1942 "a mais ninguém  pode interessar o que vou escrever. E pronto!".Nunca foi e nunca será culpa do meu filho o que me tornei. Espero de verdade que quando ele crescer ele entenda isso, que por ele eu faria o que fosse preciso novamente. 

Mas hoje não é sobre mim e meu filho. Como eu disse, começou com as dificuldades da minha maternidade atípica,misturada com meus problemas físicos essa semana, até eu chegar na falta de ter alguém para conversar sobre o que sinto as vezes em relação a minha familia e como isso afeta como situações são vistas e interpretadas por mim e pelas pessoas. Acho que não vou conseguir descrever muito sobre isso hoje, ainda estou tentando entender o que sinto em relação a isto. Talvez eu até saiba, mas meu inconciente esteja procurando uma forma de expressar.

Sua Lizz





23 de abr. de 2025

 Querida Anne...

as coisas não estão legais comigo, uma mistura do físico e mental descontrolado, resultando na chegada dos dias de incomodo(como você costuma dizer), no reaparecimento nível hard da minha dermatite/não dermatite(complexo pra explicar assim).E ao contrário de você, "apesar das contrariedades e mal-estar, eu não me sinto contente". Estou depressiva!

Me sinto triste, vazia e sozinha. Com dificuldade de escrever de forma poética devido ao cansaço extremo do meu corpo(provavelmente baixa hormonal), sem vontade de escrever, mas com necessidade de anotar para não esquecer ou misturar os eventos de ontem e hoje. Eles vão acabar se misturando, eu sei, pois já começou a enuviar minha mente.

22 de abr. de 2025

  Querida Anne...

quando penso em diários eu só consigo lembrar da última página escrita do seu e o quanto eu me identifico com as coisas que escreveu ali sobre você. Não que eu não tenha me sentido tocada com o restante do seu diário, na verdade você sempre foi minha inspiração neste quesito, mas naquele 1° de agosto de 1944 você se descreveu como um feixe de contradições, uma pessoa dividida em duas: uma Anne petulante, despreocupada, rasa, e a Anne profunda, quieta e boazinha.

Você escreveu..." Então a Anne boazinha nunca é vista quando tem companhia. Ela nunca fez uma única aparição, embora quase sempre suba ao palco quando estou sozinha. Eu sei exatamente como eu gostaria de ser, como eu sou... por dentro. Mas infelizmente só sou assim comigo mesma. E talvez seja por isso-não, tenho certeza que é por isso-que eu me considero feliz por dentro e outras pessoas pensam que sou feliz por fora."

Também sou uma contradição, assim como você existe mais de uma versão de mim, algumas vezes até mais de duas arrisco dizer. Talvez a Anne de fora não seja tão parecida comigo em alguns quesitos, mas assim como a Anne de dentro, existe uma Lizz tão profunda e oculta quanto, e é esta que se perde muitas vezes por conta das suas versões exteriores. Eu não quero que ela se perca querida Anne... as outras Lizz vêm ganhando espaço cada dia mais, sufocando e apagando aquela Lizz que pouco se revelou, ou quase nada ao longo de minha vida.

Ela já não não quer mais subir ao palco e estar sob holofotes tanto assim, minhas outras versões, a sociedade e a vida não permitem mais também, mas eu ainda preciso dela, da verdadeira Lizz pra me guiar, porque sem ela eu sou um caos mesmo que não venha a transparecer por fora algumas vezes, sem ela eu me sinto perdida e sozinha, porque sem ela eu me sinto um ninguém.

Pensando nisto escrevo aqui novamente, pra dar voz , pra registrar, monitorar a Lizz de dentro, pra que mesmo se um dia ela venha a se perder eu saiba encontrá-la. Acredite, eu gostaria que essa Lizz tivesse se sobressaído ao invés de ter se limitado dia após dia. Quando o mundo diz "Está vendo? Olha o que você se tornou", é ela que grita e dilacera meu coração, como quem diz "Eu ainda estou aqui". É a Lizz boazinha que me salva de mim mesma, mas também é minha criptonita, 

A ela peço perdão por tê-la diminuído a um tamanho insignificante. E a você querida Anne obrigada por me ouvir.

Sua Lizz